sábado, 3 de julho de 2010


'E ela lembra de todas as palavras e promessas que o mundo já ofereceu a ela. E, depois disso, ela lembra de todas as palavras e promessas que queria que você tivesse dito a ela. Porque até hoje nenhuma daquelas todas ditas conseguiram preencher o vazio dos sentimentos que habita nela. Habitava. Mesmo que nunca tenhas dito ou feito tudo aquilo que ela desejava de ti, bastou te encontrar para o vazio se transforma em cheio. Cheio como a imensidão do mar, do céu e o brilho do sol e da lua. Para ela nada teria mais significado do que a tua simples existência. A falta de jeito ao segurar a mão dela, o sorriso nervoso no primeiro beijo, as palavras não ditas e entregues por um olhar... Tudo o que indicaria defeito, ela enxergou como lindo, belo, perfeito. A perfeição em meio aos jeitos e trejeitos que tanto a prendem. E não importa se um dia tu foi embora, porque ela só lembra que um dia tu voltaste e falaste:

- Eu ainda quero.

E, com a maior certeza do mundo, ela respondeu:

- Eu sempre quis.'

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