quarta-feira, 27 de outubro de 2010

'Eu não to fingindo que não dói mais. Às vezes dói sim, mas entende, aos poucos eu vou aprendendo a ignorar isso tudo. Passou, não volta mais. Passado a gente enterra!'


Agora não abandono mais aqui, é sério!

domingo, 15 de agosto de 2010

São 3:45 da manhã e eu aqui, sentindo saudades. Essa forma abstrata que a saudade encontra de se infiltrar em tudo que possamos viver é curiosa. Sabe nossos pontos fracos, nossos momentos fracos e nossas lembranças mmais fortes que nos enfraquecem mais facilmente. E há saudades boas e ruins. Aquelas que a gente gostaria de reviver e aquelas que nos trazem algo como um arrependimento. Dizem que "nostalgia" combina com saudade. Nesse meu momento, eu digo que "sorriso" combina com saudade, porque quando essa saudade que eu sinto nesse momento mais aperta, eu me pego sorrindo por ter sido feliz em outros momentos. Saudades de pessoas e lugares, é. Saudade que, infelizmente, não posso matar assim de forma imediata. Algumas sei até que talvez nunca irão poder ser matadas. É a vida. A gente aprende que é a vida. Bom, tudo bem... Amanhã será a minha saudade de hoje, e assim sucessivamente.
Hey, saudade... Aparece, mas não machuca tanto ;)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

"Acordou. Olhou em volta. Certificou-se de não estar atrasado. Pensou que mesmo se estivesse atrasado isso não seria um problema, afinal, quem haveria de sentir falta? Não era o emprego dos sonhos. Não era a casa dos sonhos. Definitivamente não era a vida de seus sonhos. Mas a cada manhã pensava: vai melhora, há de melhorar, tem que melhorar.
Angústias que sentia; memórias que levava; dores na alma que não passavam. É, pensava, piorar não irá. Talvez nem ele mesmo soubesse o que ainda o fazia levantar a cada novo sol que entrava pela janela de seu pequeno apartamento que o salário permitia pagar. Tentava tirar o melhor de si mesmo, sempre tentou, mas começou a se questionar onde isso o levaria mesmo. A hora de desistir poderia ser qualquer hora, mas a hora de ser feliz também poderia ser a qualquer hora. Essa ambiguidade, esse pico e essas oscilações de sentimentos ocupavam sua mente mais do que o normal nos últimos dias.
Mas hoje, pelo menos hoje, iria ser diferente. A vida não tá pra brincadeira, e ele sabe disso. Mas a hora dele não pode esperar. Ele sabe que ainda há contas para pagar, fome para saciar, saúde para cuidar e um aluguel para pagar. Mas há também uma alma dentro dele que não pode esperar mais o momento de ir em frente, de ir em busca, de querer e conseguir. Decidiu: iria se atrasar. Mas iria se atrasar por um simples motivo: pediria demissão. Sim, ele iria pedir demissão. E o que seria da vida, das contas, da fome e tudo mais? Não sabia ao certo. Mas diga, quem ao certo sabe da vida? Nem eu, nem tu, nem ele. Fosse como fosse, sabia que tinha paixões dentro de si, sonhos e habilidades esperando para por em prática. Não sabia nem como nem por onde começar, mas sabia que ao deixar para trás a vida “formal” e ir em busca da vida “louca”, seria feliz mesmo que pagando caro. Completaria dentro de si o vazio de viver a vida construída pelos outros, mas não por si mesmo. Agora seria dono da sua vida, dono do seu destino, mestre dos seus sonhos. Faria pela primeira vez na vida aquilo que a maioria nunca fará: buscaria a felicidade, mesmo que lhe custasse a lucidez perante olhos alheios. E assim, louco e destemido, ele foi. Fez da vida o seu brinquedo; dos seus caminhos o porto seguro; dos sonhos a felicidade; da sua “loucura” a salvação."

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

'Vivemos esperando que algo mude a nossa vida. A palavra que muda tudo, o ato que nos transforma, a perda que nos humaniza, a falta que nos sensibiliza, a vitória que nos anima, o inesperado que, definitivamente, mudará nosso destino. Mas o dono da nossa vida somos nós mesmos. Não é preciso esperar pelos acontecimentos que transformem o mundo ao nosso redor. Estar vivo é não esperar nada e buscar tudo. Não diga que não há nenhum vazio e algo não lhe falta, porque algo sempre falta, e a vida não trará nada sem esforços merecidos. Não deixei passar o que existe de real e forte dentro de você, nunca. Inesperadamente, a vida faz sentido. Mas não se esqueça: não espere ela fazer sentido por si própria.'

Meudeus, eu literalmente abandonei o blog ;~
Mas eu prometo que a partir de agora vou vir sempre postar e com alguns textos novos!
Só uma dica ai pra quem gosta de ler... Eu li o livro de contos do Caio Fernando Abreu, "Morangos Mofados". Pra quem conhece o Caio sabe que ele é incrível e parece que em muitos momentos está descrevendo os sentimentos - vazios ou cheios - de cada um de nós. Quem não conhece eu super indico porque é demais e esse livro tem contos realmente lindos.
Bom, é isso, amanhã eu posto mais ;*

terça-feira, 6 de julho de 2010


"Eu não sei porque, mas eu preciso de ti. Assim, de qualquer jeito, de qualquer forma, em qualquer momento. Não é que tenha uma explicação racional, eu apenas preciso. De uma maneira simples, direta e confusa. Atrapalhada e perdida em tudo que eu posso sentir, sem ter certeza nem do meu próprio segundo, eu consigo a apoteótica certeza de que sim, eu preciso de ti. O que eu preciso de ti? Qualquer coisa. Desde que seja tu, desde que seja vindo de ti, com esse olhar que me deixa na maior confusão que eu poderia me meter. É noite. Aliás, é madrugada. É um tanto quanto óbvio que eu deveria estar dormindo, mas explica isso pra minha cabeça e o meu coração. Eles são tolos e só sabem ficar acordados pensando que eu preciso de ti. Necessidade besta; necessidade grande."

sábado, 3 de julho de 2010


'E ela lembra de todas as palavras e promessas que o mundo já ofereceu a ela. E, depois disso, ela lembra de todas as palavras e promessas que queria que você tivesse dito a ela. Porque até hoje nenhuma daquelas todas ditas conseguiram preencher o vazio dos sentimentos que habita nela. Habitava. Mesmo que nunca tenhas dito ou feito tudo aquilo que ela desejava de ti, bastou te encontrar para o vazio se transforma em cheio. Cheio como a imensidão do mar, do céu e o brilho do sol e da lua. Para ela nada teria mais significado do que a tua simples existência. A falta de jeito ao segurar a mão dela, o sorriso nervoso no primeiro beijo, as palavras não ditas e entregues por um olhar... Tudo o que indicaria defeito, ela enxergou como lindo, belo, perfeito. A perfeição em meio aos jeitos e trejeitos que tanto a prendem. E não importa se um dia tu foi embora, porque ela só lembra que um dia tu voltaste e falaste:

- Eu ainda quero.

E, com a maior certeza do mundo, ela respondeu:

- Eu sempre quis.'

sábado, 26 de junho de 2010


"Porque eu te juro, de todas as coisas do mundo, eu só queria olhar pra você." - Tati B.


'Abre a porta. Abre as janelas. Abre, enfim, teu coração. Por quê? Eu to querendo entrar, faz um tempinho já até. E eu só decidi criar coragem e entrar porque tu me deu todos sinais de que queria que eu entrasse. Então agora faz a tua parte: deixa eu entrar e fazer toda história que merece ser feita. Suportar mais alguns segundos ingênuos te olhando e não podendo saber o quanto meu é o teu coração, dói, maltrata todas minhas sensações físicas e psicológicas. E não dá mais pra ser apenas sonho, vontade, imaginação. A necessidade de ser real passou dos limites aceitáveis. Eu quero, tu queres. Impossível negar.

- E até onde essa história vai?

- Até onde a gente quiser que ela vá, eu te prometo.'