Eu vou vivendo, suportando cada dia a base de esperança. É ela que me faz levantar, encarar o turbilhão de coisas que vem contra mim e, não sei como, acreditar que vai melhorar, que há uma saída. Mas aí, diariamente, essa mesma esperança é destroçada, sem dó nem piedade, por tudo e todos que atravessam meu caminho. E eu tenho que reconstruir tudo de novo, porque é a única coisa que me resta, que me leva a frente. Não sei nem como eu consigo, mas eu consigo - pelo menos tento. Reconstruir minha esperança é duro. É como levar um tapa na cara, não poder revidar e ainda ter que lutar comigo mesma pra não desistir. Quase inútil. Mas quando não se enxerga muitas outras coisas em volta, isso é tudo. E eu sigo, reconstruo até a mim mesma. Eu to tentando, to buscando, mas não to achando. Só acho aquela maldita voz da consciência dizendo: não, não tem escolha, tens que continuar. Dizem que quem larga tudo de mão, paga um preço caro. Será? Eu até queria, mas, infelizmente, não to podendo pagar esse preço. E também, a besta da esperança não deixa, porque, segundo ela, tudo pode melhora no instante seguinte. É, sempre tem um consolo, sempre tem uma luz no fim do túnel, sempre tem uma salvação. Até ai tudo bem. Mas e eu? Até quando eu vou aguentar viver tentando tira essa salvação de cada dia? Só resta a esperança de que tudo isso venha ao natural, sem eu precisar ser testada mil vezes por dia, porque assim não tá bom. Amém.
Não desistir, não desistir... Eu chego lá, eu acho.
"Não se pode ser infeliz, não se pode morrer em vida, não se pode desistir de amar, de criar. Não se pode: é pecado, é proibido. Não é possível adiar a vida."
Esse tal de Caio sabe tudo mesmo ein.
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