segunda-feira, 8 de março de 2010

Na minha solidão eu procuro o teu aconchego. No canto do sofá que você deitava, eu procuro o teu cheiro. No copo que você bebia, eu procuro teu gosto. E eu te procuro em todos os lugares, todos os dias. Eu trabalho e te procuro. Eu faço compras e te procuro. Eu choro, e não te encontro. E tudo perde o sentido que já parecia estar perdido há muito tempo. Beijos, abraços e ombros me foram oferecidos, mas eu neguei. Neguei a tudo e todos, porque ninguém é tu. É só tu que tira de mim todo amor que eu posso dar a alguém. É só tu que me faz querer mais e mais. Nada serve de abrigo. A melhor companheira agora é a chuva, que lembra nossos beijos perdidos a noite na rua. O teto da casa está inteiro; o teto do meu coração já desabou e deixou todos feridos. No meio disso tudo, onde tu te meteu? Porque seja onde for, é bem longe do meu raio de visão. E olha que eu te procurei. De vez em quando penso em dá um tempo disso que descubro ser amor, mas não consigo, eu não mando nele. Nem sabia antes que era possível ser controlada por sentimentos, mas agora já fiquei sabendo, afinal, meu coração tratou de me contar. Eu só queria repentinamente conseguir parar essa minha procura incessante por ti. E então, mais repentinamente ainda, tu iria aparecer. Não exijo que isso seja de forma poética no meio da noite, a luz de velas e com rosas na mão. Pode ser assim do nada na rua, virando a esquina, ou em um restaurante, na locadora até, quem sabe. Mas que aparecesse, já era o bastante.


Texto meu, mas, particularmente falando, não me identifico haha
Se alguém se identificar, fico feliz :D

Dia bacana hoje... Com o tempo eu vejo que faço escolhas mais certas do que pensei fazer. O passado cada vez mais passado. E o presente, conturbadinho, mas sigo. Sigo bem; to bem.
"Não venha me perguntar qual a melhor saída..."

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