domingo, 30 de maio de 2010

Pergunto-me: onde foi parar minha sensatez ultimamente ? É a pergunta que não quer realmente calar.

Hoje ao abrir meu livro da sorte, ele disse algo meio complexo de eu lembrar agora, mas dizia que "alguém egísta esconde uma verdade".
Parando para pensar, talvez eu saiba exatamente de quem e de que verdade se trata. Mas, sinceramente, espero que seja alguma outra, afinal, essa ai pra mim já é antiga e nem trás mais emoção nenhuma. Que pelo menos seja outra verdade então. Ainda que eu tenha medo, verdades são necessárias. "Mentiras sinceras me interessam", e como interessam. E a vida de todo mundo é assim: cheia de verdades omitidas que talvez jamais saberemos.
Verdades se tornam necessárias em meio a erros, acertos e, principalmente, dúvidas. Uma verdade é tão ambígua que pode salvar ou destruiu tudo. E nesse momento eu sou tão hipócrita em dizer que verdades são necessárias, pois, ao mesmo tempo, eu não seria capaz de revelar as verdades que guaardo comigo a sete chaves. Nem verdades alheis e nem verdades próprias. Vida irônica, é.
Uma dose de verdade ao meu domingo tedioso ? Não sei, não sei...
Mas, pense: até onde você aguentaria as verdades possíveis de serem reveladas ?
Mas que tem gente que pensa que engana, isso tem. Em toda parte. E eu ? Ah, finjo acreditar. Eu sempre me contentei com a certeza de que eu saiba das coisas, não preciso espalhar aos quatro cantos ou jogar isso na cara de ninguém. Eu sei, isso me basta. Talvez seja melhor mesmo que ninguém saiba que eu sei.

"Uma noite longa pra uma vida curta, mas já não me importa, basta poder te ajudar.
São tantas que já fazem parte do que eu sou agora, mas ainda sei me virar."
Sei mesmo. Nunca é bom se iludir com alguma lágrima ou expressão de fraqueza vinda de mim. Eu sou sincera, e engano, bastante.

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